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Aqui poderá encontral algumas das localidades de referência do Parque nacional da Peneda Gerês bem como locais referenciados como tursticos
Castro Laboreiro O Pelourinho é um dos pontos fulcrais desta localidade. Este pelourinho é de estilo manuelino e a sua construção deu-se em 1560. A Ponte da Dorna, construída nos limites do lugar do mesmo nome, liga as margens do Ribeiro de Dorna e possui um arco de volta inteira. O seu estilo corresponde à época medieval, baseando-se no formato das suas aduelas (em cavalete). Construída num belo recanto onde se podem gozar momentos de lazer, encontra-se quase oculta pela vegetação que a cerca. Esta ponte integrava a via romana que ligava Portela do Homem a Terra-Chã/Mareco - Castro Laboreiro. A Ponte da Capela, edificada sobre o Ribeiro de Barreiro, liga as suas margens no sentido Norte/Sul e a via romana desde Açoreira até Castro Laboreiro. Quanto ao seu aspecto, existem dois estilos bem distintos de duas épocas diferentes: período romano e medieval). É uma das pontes que mais interesse desperta pela sua singularidade. A Ponte da Cava Velha foi implantada no sentido Norte/Sul sobre o Rio Laboreiro e possui dois arcos de volta inteira. A implantação da ponte é típica dos monumentos do Império, sendo o seu acesso feito por duas curvas. A calçada que parte das suas margens é aparentemente romana, tal como os arcos que a compõem (pela forma das aduelas e existência de almofadado). O enchimento entre os arcos surgiu posteriormente.
A Ponte da Varziela é uma construção medieval com duas aduelas perfeitamente iguais. Esta ponte veio substituir, na Idade Média, uma ponte Romana. As suas margens estão ligadas por vias romanas em curva, sendo uma das características das pontes romanas. Junto à ponte e na margem direita da mesma, existe um «nicho» construído em granito da região, denominado por «As Alminhas de Varziela». A Ponte das Cainheiras, edificada sobre o Rio Cainheiras e constituída por dois pequenos arcos de volta inteira, constitui um belo exemplar das pontes romanas do império, com as aduelas de tamanho regular e com um «talha mar» apenas a montante. A sua entrada e saída são em curva. Encontra-se implantada num sítio ameno, cheio de verdura e encanto, cercada por lindos campos de feno e centeio que comunicava com dois povos castrejos (Por de Castro e Curral Velho). A Ponte Velha é uma construção romana e possui um arco de volta inteira. As aduelas são muito regulares e perfeitas. No entanto, os maciços que constituem o tabuleiro são bastantes irregulares, pelo que se pode presumir que tenham caído durante uma possível cheia e tenham sido reconstruídos em plena Idade Média ou Contemporânea. A jusante desta ponte existem inúmeras caldeiras, abertas pela água em duro granito durante muitos anos. A Ponte do Rudeiro é uma ponte de considerável grandeza, de um só arco de meio ponto, com os dois acessos em curva e as aduelas bem trabalhadas. O tímpano entre a parte superior do arco e o tabuleiro são de pedra irregular e sem arte. Enquadrada num vale apertado, mas cheio de verdura, é um belo local de descanso e silêncio, quebrado apenas pelo coaxar das rãs e o murmúrio das águas, que deslizam vagarosamente entre as pedras do rio. A Ponte das Veigas, construída sobre o Rio do Porto Seco, tem um só arco de meio ponto. Esta ponte ligava a principal via romana e, mais tarde, o único caminho municipal de Castro Laboreiro a Melgaço. Possui características de uma ponte medieval. Os mais antigos dizem que era sobre esta ponte que se realizavam os baptizados das crianças ainda dentro do ventre da mãe, para que não morressem ao nascer. A primeira pessoa que passasse na ponte nesse momento, teria a responsabilidade de consagrar o acto. Finalmente, a Ponte Celta dos Portos, construída sobre o Rio Portos, num local aprazível, tem cinco olhais. O seu tabuleiro é sustentado por asnas e sofreu várias reconstruções ao longo dos tempos. Inicialmente, era guarnecido por uma cornija muito trabalhada, anexando-se um «papo de rola». A sua construção reverte-nos para o estilo que os castrejos empregaram na construção dos seus fornos crematórios. Existe uma mancha megalítica que se encontra dispersa por uma área superior a 50 km2, pontuando a despida vastidão planáltica da parte nordeste da freguesia de Castro Laboreiro, a uma altitude superior a 1100 m. Nesta mancha existem cerca de uma centena de monumentos megalíticos. O percurso é feito do seguinte modo: Castro Laboreiro - Rodeiro-Alto da Portela de Pau - Pedra Mourisca - Alto dos Cepos Alvos - Portos –Varziela - Castro Laboreiro. É feito em viatura todo-o-terreno ou a pé, durante cerca de 6 horas. São vários os moinhos que se integram nesta localidade. Têm a função de converter os cereais (nomeadamente o centeio e o milho) em farinha. Este produto final iria servir para fazer as bem conhecidas Broas de centeio ou milho. O milho, além de servir para fazer as broas, também era usado para fazer uma outra especialidade da zona, a Sopa de Farinha. Os fornos comunitários eram utilizados pelos habitantes da localidade com o objectivo de cozer (na maioria dos casos) a massa da broa que tinham acabado de fazer. Eles tinham a preocupação de fazer grandes quantidades de broa para evitar tirar a vez aos restantes habitantes. O material utilizado na sua construção era a pedra, mas ao longo dos anos o seu estado de conservação foi-se degradando. Nos dias de hoje, poucos são os fornos utilizados com esta finalidade. Os espigueiros são constituídos por uma câmara estreita com paredes aprumadas de fendas verticais para arejamento. Assentam numa base de pés simples rematados por cornijas ou capiteis salientes, de forma a impedir o acesso dos roedores. O soalho é constituído por um lastro de pedra com lajes longitudinais. No topo frontal do lintel da porta, existe uma cruz. Destinam-se à recolha de cereais dos proprietários. Em Castro Laboreiro existem 44 aglomerados populacionais, que se dividem em brandas, inverneiras e lugares fixos. As brandas localizam-se nas franjas do planalto situado a norte, entre 1100 e 1150 metros de altitude. Ao longo do curso médio das linhas de água, encontram-se os lugares fixos, entre os 950 e 1050m. Mais abaixo, na base dos vales, em áreas muito irregulares e de difícil acesso, encontram-se as inverneiras, entre 700 e 800m de altitude. Esta localidade tem várias festas anuais, destacando-se as que são em honra à Senhora da Visitação e S. Bento (13 de Julho); Senhora da Vista, Senhora do Bonfim, Senhora de Monserrate; Senhora dos Remédios (Agosto, dia a fixar); Senhora de Anamão, Senhora da Boa Morte, S. Brás e S. Miguel «O Anjo» (Setembro, dia a fixar).
Esta freguesia tem uma lenda, chamada «O Velho de Cabreiro», que conta que sempre que os mais idosos se encontravam inválidos, os filhos pegavam neles e empurravam-nos pelo precipício sobranceiro ao poço de Ola, no rio Cabreiro. Este costume cessou quando o pai de um destes jovens lhe disse para guardar metade do cobertor em que ia enrolado, pois o mesmo iria acontecer com ele. Ele, reflectindo no que estava a fazer, pegou no pai e levou-o para casa.
Pitões da Junias O Mosteiro de Santa Maria das Júnias fica entalado num vale, por onde corre o rio Campesinho. De todas as construções, apenas a igreja conserva o seu telhado; o resto são paredes em ruína.Localiza-se num território completamente isolado e foi consagrado à Senhora das Unhas que, por simplificação fonética, se tornou Senhora das Júnias. A antiguidade do edifício da igreja é atestada pela inscrição gravada na face exterior do muro da igreja que delimita o cemitério, junto à porta lateral: ERA: MCLXXXV. Assim, o ano de 1147 será a data provável da fundação do mosteiro das Júnias. Chega-se ao mosteiro por um caminho de pé posto, a partir do cemitério de Pitões. Do alto da ladeira íngreme que leva a S. Maria de Júnias, tem-se uma visão do conjunto dos edifícios. O espaço ocupado forma um quadrado irregular. Sobre a nossa esquerda, o corpo da igreja com a fachada principal está virada para nós, assim como a capela-mor, junto ao ribeiro. Mais para a esquerda da igreja, encontra-se o espaço do cemitério. Para o lado oposto, a partir da fachada principal, fica a portaria, com acesso ao conjunto dos edifícios residenciais, virados para um pátio central. No centro do quadrado, fica o vazio do claustro de que restam apenas três arcadas quase anãs. Perpendicular à igreja, nascendo da capela-mor, e acompanhando o correr do ribeiro, está o resto de um corpo de dois pisos que compreenderia a sacristia e a casa do abade. A Aldeia Velha de Juriz fica no lugar de Aldeia Velha, a SO de Pitões. O acesso faz-se a pé pelo carreteiro que liga Pitões à capela serrana de S. João de Fraga. Sensivelmente a meio do percurso, já em pleno carvalhal de Beredo, vira-se à direita. Este povoado abandonado tem arruamentos lajeados e vestígios de uma pequena fortificação, talvez uma atalaia. Poder-se-á tratar da aldeia de Sancti Vicencii de Gerez referida nas Inquisições Afonsinas de 1258. Foi provavelmente desocupada no séc. XV. Há um Forno do Povo, mas há já cerca de dois anos que não é usado. Todo construído em pedra, foi recuperado pelo PNPG. Existe também um moinho de um rodízio anexo ao mosteiro, construído em pedra com cobertura de colmo. Foi recentemente recuperado. No centro da aldeia existe um relógio de sol colocado na fachada de uma casa particular. No mosteiro, existe outro relógio de sol. A Mancha Megalítica do Planalto da Mourela é formada por 13 monumentos com «tumuli». Distribuem-se pelas chãs e portelas do planalto da Mourela: um em Lama de Porto Chão, um em Portela da Moura, três em Ramisca, freguesia de Covelães, um na Portela do Ouroso, três na Chã dos Forninhos e quatro na Fraga da Moura, freguesia de Pitões das Júnias. Com mamoas de dimensões variáveis e razoavelmente conservadas, quase todos estes monumentos apresentam vestígios da câmara.
Lindoso Lindoso dista 25 km da sede do concelho. Esta freguesia tem cerca de 1300 habitantes, que se dedicam essencialmente à agricultura e pastorícia. O topónimo Lindoso deriva de «Limitosum». O castelo, reconstruído em 1278, serviu para defender o Lindoso e Portugal, sendo um motivo de orgulho para os habitantes desta freguesia e muito apreciado por quem o visita. Lindoso é composto pelos lugares de Castelo, Cidadelhe e Parada.
Em Cabril podem encontrar-se espigueiros e eiras, que são usadas por todos os habitantes da aldeia e destinam-se à secagem de cereais. Atravessando a aldeia em direcção a Norte, do lado esquerdo da estrada, encontra-se o lagar das Olas (lagar comunitário de azeite), recuperado pelo PNPG.
Soajo
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